A família do pesquisador paraibano Eduardo Chianca, 66 anos, preso na Rússia desde o dia 31 de agosto, luta pela sua liberdade. De longe, no Recife, a companheira dele, Patrícia Alves Junqueira, mobiliza amigos e autoridades, mas esbarra na burocracia do país europeu. Com trabalhos voltados a terapias holísticas, ele foi detido por tráfico de drogas ao carregar em sua bagagem quatro garrafas da ayahuasca, um chá utilizado em terapias e rituais. A detenção ocorreu por causa da presença de dimetiltriptamina (DMT), uma substância encontrada na bebida e considerada ilegal pelas leis da nação estrangeira.
“Ele jamais imaginara que passaria por isso lá. Ele não tinha ideia de que estaria transgredindo uma lei. Ele é uma pessoa do bem, tranquila. O problema é que é uma cultura tão diferente que eles não conseguem nem tratar e entender ayahuasca, que é uma medicina nativa e sagrada. Eles estão fazendo uma confusão entre a droga na planta de cura e a substancia que é extraída da planta em laboratório. Ele levou o chá”, defende. A ayahuasca é liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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