quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Colômbia busca "Plano B" para acordo de paz com as Farc


Da Agência Ansa
Após a vitória do "não" no referendo sobre o acordo assinado entre o governo colombiano e os líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o presidente Juan Manuel Santos tenta por em prática uma espécie de "Plano B" para a paz.

Depois uma reunião com os principais líderes de partidos do país, o presidente informou que todos respaldaram a formação de uma "comissão ampla", que permita um "diálogo nacional" para a paz.

Principal "vencedor" do referendo, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe foi convidado, mas não compareceu ao encontro. Em nota, sua sigla, o Centro Democrático, afirmou que vai "apoiar um grande pacto nacional" desde que sejam ouvidas suas motivações.

Uribe foi o grande opositor ao documento assinado entre Santos e Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido por "Timochenko", que pôs fim a 52 anos de conflito armado. O ex-presidente não aceitava, por exemplo, a troca de penas judiciais por penas mais brandas de trabalho voluntário ou reformas na legislação - conforme previa o documento assinado oficialmente. Sabendo de sua vitória, Uribe já informou que impõe condições para o novo acordo.

"Queremos um grande pacto nacional e nos parece fundamental que, em nome da paz, não se criem riscos aos valores que a tornem possível. Insistimos em punições para que haja respeito à Constituição, não substituição. Pluralismo político sem que possa haver prêmio ao crime. Política social sem colocar em risco as empresas", disse Uribe.

Toda a negociação de paz ocorreu em Havana (Cuba) e contou com o respaldo da comunidade internacional, envolvendo até mesmo a participação de um representante do Vaticano. No entanto, a oposição a Santos reclamava que não era consultada sobre as decisões e que ficou "de fora" do pacto.




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