segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Em polos opostos, Doria e Freixo traduzem mesmo sentimento, dizem analistas


A análise é do cientista político e professor da PUC-Rio Ricardo Ismael, para quem ambos representam a "novidade" que o brasileiro busca depois de se decepcionar com o sistema político anterior.

Quem é João Doria, o novo prefeito de São Paulo

O cientista político José Álvaro Moisés, da USP, afirma que o empresário paulistano explorou a descrença dos brasileiros ao não se apresentar como político, mas como gestor e distanciar-se dos desvios que seriam próprios da classe.
"Com a Operação Lava Jato se confirmou a ideia de que grande parte dos políticos está ligada à corrupção. Ele foi na direção oposta."
Outros fatores importantes para sua vitória teriam sido o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o maior tempo no horário eleitoral e os recursos abundantes de campanha - Doria Jr doou R$ 1,6 milhão para si mesmo.
Nessa condições, teria sido bem sucedido ao vender uma imagem que agrada a pobres e ricos: o milionário que venceu na vida pelo próprio trabalho e encarna o discurso de antipetismo.
"A ideia de conquistar as coisas pelo próprio mérito é muito forte em São Paulo, uma cidade marcada pelo individualismo. O pequeno empresário da periferia se identificou com Doria, e a classe alta também", afirma o cientista social e professor da USP Wagner Iglesias.




Leia mais em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37537929

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